VENÇO OS DESEJOS DO CORPO COM PENSAMENTOS AJUSTADOS À MINHA VONTADE
Sei que estarei melhor comigo mesma se estiver magra:
Vou despertar de manhã com disposição e bom humor.
Será prazeiroso vestir um tênis, shorts e blusinha e sair para caminhar a pé ou andar de bicicleta.
Irei abrir o guarda-roupas e sentir vontade de ficar bem vestida para trabalhar, passear ou estudar.
Ao olhar-me no espelho, vou gostar do que vejo.
Nunca mais ficarei privada de sair para dançar, frequentar a piscina do clube ou ir na praia, por estar gorda e as pessoas ficarem olhando pras minhas dobrinhas, celulites, flacidez.
Nunca mais ficarei chateada ao entrar numa loja e não ter a minha numeração da roupa da vitrine que gostei. Ou, tendo, não ficar bonito porque a roupa é cavada e meus braços estão "fofos" demais, ou a celulite aparecer na calça comprida ou eu parecer uma "bola" no vestido.
Cansei de usar roupas GG, Plus Size, de cores escuras, de tecidos mais grossos, de ficar vulgar usar uma bermuda ou saia mais curta e uma blusa mais aberta.
Porque se uma mulher magra vestir uma saia mais curta e uma blusa de alça, fica bom, normal, comum.
Mas se uma mulher gorda vestir o mesmo modelito (mesmo na sua numeração correta) fica parecendo que ela é vulgar.
Eu vou na praia de biquini e muitas pessoas olham e pensam: _ Como ela tem coragem de usar?
Algumas chegam ao ponto de comentarem entre si, de rirem...
Mas eu não as culpo, pois não fomos feitos para sermos depósitos de gordura.
Não fomos criados para ter o vício de comer e beber sem medida.
Não viemos na terra para sermos dominados pela propaganda do doce gostoso, do salgadinho divino, do drink delicioso, do sorvete cremoso, do bolo lindo aos olhos, da facilidade do fast food, do refrigerante refrescante...
Sou culpada por achar a minha satisfação eram barras de chocolate, de várias coxinhas fritas, pastéis de palmito, pudins de leite, chicletes, balas de leite; quando, na verdade, a endorfina, o bem estar vem do exercício físico, dos risos entre colegas, de praticar a solidariedade, ajuda humanitária e, principalmente, de estar em comunhão com o Criador.
Sou culpada também de ao invés de lidar com meus sentimentos e dificuldades, ao invés de estar atenta aos pensamentos e influências externas que chegam à minha mente, eu preferi me sentir "pequena", abandonada, melancólica, deprimida e, por consequência...
Sou culpada por aceitar que a solução era beber um drink (que é altamente calórico) para ter momentos de euforia, ou comer algo bem gostoso (tipo uma pizza com muito queijo derretido)
Sou culpada por achar que diversão ou sair p'ra passear sempre devia envolver "comer" alimentos nada nutritivos.
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