... diretamente, de um inferno acústico...
Sabemos que é muito comum as
famílias terem o incômodo de terem como vizinhos, pessoas que acreditam que o
bairro inteiro é obrigado a participar do excessivo barulho de suas festas, que
por sinal, entram madrugada adentro...
Esta falta de respeito afeta a
vida dos vizinhos, principalmente quando estes possuem crianças pequenas ou
bebês que necessitam de muitas horas de sono para seu bom desenvolvimento e
quando temos idosos ou enfermos que merecem o devido descanso.
Sei bem do que falo. Eu mesma
tenho a infelicidade de morar no bairro Jardim das Estrelas e desde o ano
passado ter que aguentar os vinhos barulhentos do nº 315 da Rua Eduardo
Sandano.
Constantemente, há ocorrências de
som alto, gritaria, algazarra ruidosa, sempre fora dos horários legais
permitidos.
Estes, abusam de instrumentos
sonoros, estridentes, fora dos horários da Lei do Silêncio e são merecedores
das penalidades da Lei das Contravenções Penais e da Lei do Silêncio. Inclusive
estou certa de procurar saber sobre o tal de “pequenas causas” para poder ter
um pouco de sossego em meu lar, ao menos, depois das 22 horas!
Conversando com vizinhos que
moram ainda mais próximos do 315, descobri que eles sofrem de uma pré-agonia
dessas festas. Pois, já no início da tarde, ouvem testes de som do karaokê, das
caixas de som e testes das músicas de gosto duvidoso. Nestas ocasiões já
inicia-se uma agonia que transforma-se em estresse e, fatalmente, traz
irritação, com consequentes dores de cabeça e fadiga no dia seguinte pelo sono
interrompido.
Como no meu caso, em que esta
poluição sonora me traz riscos à saúde, pois tomo medicamento para induzir o
sono e com o barulho altíssimo, acordo e então, tenho náuseas e dores de
cabeça.
Fico a pensar no que pensa um ser
humano que priva os demais do conforto de um descanso noturno, que desrespeita
as crianças pequenas que precisam dormir e dos trabalhadores que cumprem
jornadas diferentes do “horário comercial”.
Hoje mesmo, 19/01/2013, nestas
23:54 horas estou a sofrer uma espécie de “gincana”, onde há uma mulher,
irritantemente, usando microfone para falar com seus convidados (que devem ser
surdos, muito provavelmente!) . E a cada pergunta e reposta, os convidados
gritam (vaiando ou com o “uhuuu”, “eeeee”), como numa torcida!
Ela grita tanto no microfone que
foi possível (mesmo daqui da minha casa) ouvir ela se engrandecer, e dizer que
“está na casa do defunto” (referindo-se ao finado médico que antes era
proprietário desta casa), que ela é “melhor animadora do que as do navio aonde
ela foi” e até tirar um sarro de uma escritora, perguntando “alguém conhece
ela?”e afirmando que ela mesma é “melhor” .
E agora, eu sei o nome desta
vizinha, pois ela gritou no microfone o próprio nome: “obrigada por estarem
reunidos na casa da Maria Renata Moeckel, na casa do falecido...”
O som sempre é tão alto que chega
a alcançar e se espalhar por toda a minha residência (que nem é tão perto deste
local de tortura sonora para as famílias de moradores vizinhos !).
Quisera eu ter coragem de
promover uma manhã de vingança e mandar vir aquelas empresas que chegam na
porta da casa e à pretexto de uma homenagem, ligam som alto e com microfone
gritam!
Faria, por exemplo, na manhã de
amanhã, bem cedinho, no horário que estes vizinhos, tentariam repor as horas
que passaram acordados nesta noite e madrugada, incomodando os demais.
Merecem, com certeza! Além de uma
multa bem cara, da mesma altura dos decibéis que provocam!
Saudades do Doutor Milton Rosa,
antigo proprietário do imóvel, homem dócil e muito simpático com todos, cujo
“hobbie” era cuidar das suas plantas e dos cachorros que moravam no local!
... diretamente, de um inferno acústico...
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